Informativo Consumidor

Plano de saúde deve ressarcir segurada por despesas médico-hospitalares

postado em 1 de out. de 2020 14:25 por webmaster

A Justiça julgou parcialmente procedente uma ação de indenização por danos materiais e morais intentada pela segurada de um plano de saúde, internada em caráter de emergência com insuficiência coronariana, precisando passar por intervenção cirúrgica. Conforme a decisão da 9ª Vara Cível de Campo Grande, a cooperativa médica deverá ressarcir a requerente pelas despesas médico-hospitalares no montante de R$ 69 mil, porém considerou inexistente os danos morais alegados.

Segundo os autos do processo, em abril de 2017, uma mulher de 54 anos necessitou ser internada às pressas, recebendo alta depois de oito dias e após a realização de uma cirurgia. Ainda que tenha sido internada em rede credenciada ao seu plano de saúde, este se recusou a reembolsá-la integralmente das despesas médicas, no valor de R$ 69 mil, propondo acordo de devolver apenas cerca de R$ 12 mil, razão pela qual a segurada ingressou com ação na justiça pedindo, além da cobertura completa do tratamento, indenização por danos morais.

Após ser citado, o requerido alegou que os médicos que fizeram os procedimentos foram escolhidos pela segurada, não tendo ela buscado indicações de profissionais credenciados à rede do plano de saúde, o que o isentaria de cobrir estes valores. Sustentou também que a autora realizara exames médicos 12 dias antes da sua internação, o que retiraria o caráter de emergência. Por fim, argumentou pela ausência de danos morais.

Para o juiz titular da 9ª Vara Cível, Maurício Petrauski, não há que se falar em eleição de profissionais pela segurada, nem em ausência de situação de emergência. Para o magistrado, o relatório de "episódio de urgência", assinado por médico que fez o atendimento e trazido aos autos pela autora, demonstra de forma inequívoca a necessidade de realização imediata dos procedimentos.

"Assim, mostra-se desarrazoada a exigência no sentido de que a autora deveria consultar com a requerida os profissionais junto a ela credenciados, no momento em que sua saúde estava em risco e necessitava de atendimento médico imediato", ponderou.

O julgador ressaltou que o próprio plano de saúde não indicou em sua contestação sequer o nome de um profissional cadastrado em sua rede que pudesse realizar o procedimento.

"Além disso, destaco que o fato da autora ter realizado outros exames em momento anterior aos procedimentos, por si só, não afasta o caráter emergencial da cirurgia, até mesmo porque não foi mencionada a necessidade de internação nesses outros exames", discorreu o magistrado, garantindo à autora o ressarcimento integral da quantia gasta com o tratamento.

Em relação ao dano moral, porém, o juiz entendeu inexistente. "Em que pesem os argumentos da requerente, tenho que a recusa da requerida em reembolsar integralmente as despesas médicas não se mostra suficiente para ensejar danos morais indenizáveis, uma vez que se trata de mero descumprimento contratual", ressaltou.

Ainda para o magistrado, a recusa no reembolso integral não acarretou prejuízos à saúde da autora, nem causou qualquer abalo psíquico que ultrapasse a esfera do mero aborrecimento.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul

Plano de saúde é condenado a fornecer à usuária remédio para tratamento de leucemia

postado em 25 de mai. de 2020 11:45 por webmaster

A juíza da 13ª Vara Cível de Brasília determinou, em tutela de urgência, que a SulAmérica Seguros forneça o medicamento Venetoclax à beneficiária diagnosticada com Leucemia Mieloide Aguda.

A autora da ação contou que faz tratamento para a doença desde 2017 e, recentemente, devido à piora do quadro clínico, teve indicação médica para realização de quimioterapia com uso do Venetoclax. No entanto, em contato com o plano de saúde para o fornecimento da medicação, teve o requerimento negado.

A operadora, em sua defesa, justificou que a negativa se deve ao fato de o remédio não constar no rol de cobertura obrigatória da Agência Nacional de Saúde - ANS. Alegou, também, que, nessa situação, cabe ao Estado o fornecimento da medicação.

Após análise do caso, a juíza explicou que a listagem de cobertura obrigatória da ANS constitui apenas uma referência básica para a assistência mínima dos planos de saúde, conforme prevê a ementa da Resolução nº 338/2013. "As diretrizes de utilização não possuem natureza taxativa", afirmou.

A magistrada declarou que cabe somente ao médico escolher o melhor tratamento para a doença e que não é permitido ao plano de saúde limitar o fornecimento de medicação. Observou, ainda, que não pode ser imposto ao Estado custear o medicamento quando a autora paga ao plano de saúde mensalidade de mais de R$ 3 mil.

Por considerar abusiva e ilegal a conduta da ré, a juíza determinou que a SulAmérica Seguros forneça à beneficiária o medicamento Venetoclax 400 mg, nos termos da prescrição médica, sob pena de multa no valor de R$ 40 mil. A operadora de saúde também foi condenada a pagar à autora R$ 10 mil a título de danos morais.

Cabe recurso da sentença.

PJe: 0707382-33.2020.8.07.0001
Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

Decisão judicial alerta sobre crimes de estelionato praticados contra idosos em Rio Branco

postado em 27 de dez. de 2019 10:01 por webmaster

Na sentença, o magistrado preveniu idosos e familiares para esse período de final de ano.

O Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco condenou homem por praticar estelionato contra idoso, por isso ele deve cumprir cinco anos de reclusão, em regime inicial fechado, bem como pagar 200 dias-multa.

O homem furtou a carteira da vítima em uma parada de ônibus, a qual continha cartão de crédito, documentos e uma quantia em dinheiro. Em seguida, ele realizou dois empréstimos, que totalizaram mais de R$ 17 mil e compras no débito. Com as imagens das câmeras do banco foi possível aos agentes da Polícia Civil identificar o réu, pessoa contumaz na prática do crime, na qual sempre selecionava vítimas pela sua vulnerabilidade.

O idoso, em seu depoimento, disse que alguém esbarrou nele e quando entrou no ônibus percebeu que estava sem a carteira. Nela, estava a senha escrita para acessar a conta bancária. Não cancelou o cartão no mesmo dia, porque não tinha condição de ir ao banco e narrou as dificuldades vividas pelas dívidas que restaram.

Por sua vez, a defesa do réu argumentou que não ocorreu estelionato, porque a vítima não foi mantida em erro, então solicitou que a condenação fosse o ressarcimento do valor subtraído. Confirmou que as imagens do banco são suas, mas alegou que isso não comprova que estava realizando uma operação ilícita.

Na sentença, o titular da unidade judiciária afirmou que a conduta do réu demonstrou dolo intenso, de alta reprovação social e enfatizou também os maus antecedentes criminais. "O réu se aproveitou da dificuldade de locomoção, conhecimento e até mesmo nas limitações na visão do idoso para subtrair suas coisas e fez uso do seu cartão, impondo-lhe prejuízo, que atingiu até mesmo sua saúde, pelas dificuldades que lhe foram impostas", escreveu.

O juiz de Direito Cloves Ferreira decretou a prisão preventiva do réu na última semana, pois apesar de responder ao processo em liberdade, trata-se de reincidente específico, além disso destacou que durante o andamento do processo ele cometeu outros delitos e está sendo acusado em três novos processos.

Em um dos casos, ele praticou novamente crime contra um idoso, o que gerou mais de 12 mil de prejuízo. Desta forma, o magistrado considerou a liberdade um risco a outros idosos. "É importante fazermos esse alerta para idosos e seus familiares, principalmente nesse período do ano em que há muita movimentação nas ruas", enfatizou o juiz.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Acre

Companhia aérea é condenada por falha que impediu embarque de idosa

postado em 21 de dez. de 2019 09:50 por webmaster

Autora da ação encontra-se doente e deveria viajar para realizar tratamento de saúde fora do estado.

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais decidiu manter a condenação de uma companhia aérea ao pagamento de indenização por danos morais a uma idosa impedida de embarcar para tratamento de saúde em outro estado da federação.

De acordo com a decisão, que teve como relator o juiz de Direito José Augusto, publicada na edição nº 6.493 do Diário da Justiça Eletrônico (DJE, fl. 16), a empresa deverá pagar a consumidora a quantia de cinco mil reais, pelos prejuízos e transtornos emocionais sofridos em decorrência do episódio.

Segundo os autos, a companhia aérea foi condenada pelo 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco. A sentença considerou que a empresa cometeu má prestação de serviço, uma vez que a autora da ação se viu impedida de embarcar em razão de "falha no sistema da ré em não ter identificado a existência de passagem em nome da autora", apesar da comprovação de contrato firmado entre as partes.

Ao apresentar recurso junto à 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, a companhia alegou que a sentença foi, em síntese, equivocada e injusta. Alternativamente, a empresa requereu a diminuição do valor da condenação por danos morais.

O juiz de Direito relator, José Augusto, no entanto, entendeu que a sentença foi adequada ao caso concreto, não havendo motivos para sua reforma.

O magistrado também destacou, em seu voto, que a consumidora é pessoa idosa e que a viagem tinha como objetivo principal a continuidade de tratamento de saúde, evidenciando, assim, os danos morais decorrentes do não embarque.

"Não bastasse isso, seus acompanhantes (neta e bisneta) embarcaram, permanecendo a autora (sozinha no aeroporto) aguardando parente para seu auxílio naquele momento. É evidente o abalo psíquico, estresse e angústia, diante da situação. Além, é claro, dos transtornos para readequar suas consultas médicas, comprovadas em Juízo", assinalou o juiz de Direito relator.

O voto do relator foi acompanhado, à unanimidade, pelos demais magistrados membros da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Acre

Banco BMG deve pagar quase R$ 49 mil a cliente por descontos indevidos

postado em 18 de dez. de 2019 20:22 por webmaster

Do valor, R$ 43.621,14 correspondem ao dobro da quantia descontada e R$ 5 mil são pelos danos morais sofridos pela consumidora

O Banco BMG S/A deverá pagar R$ 48.621,14 a uma cliente que sofreu cobranças indevidas. Da quantia, R$ 43.621,14 são referentes ao dobro do valor descontado indevidamente da conta da cliente e R$ 5 mil correspondem a indenização por danos morais. A decisão é do juiz José Cícero Alves da Silva, titular da 4ª Vara Cível da Capital, e foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico da última sexta (13).

De acordo com os autos, a cliente adquiriu cartão de crédito consignado, em que os valores das faturas seriam pagos por meio de descontos diretamente no contracheque. O banco, no entanto, vinha descontando apenas o valor mínimo da fatura, prolongando a dívida.

Segundo a cliente, a instituição chegou a descontar R$ 21.810,57 de sua conta. A mulher tentou resolver o problema com o BMG, mas não obteve êxito, razão pela qual ingressou com ação na Justiça.

Em contestação, a instituição financeira afirmou que a ação movida era improcedente por conta do período de tempo passado desde o primeiro desconto e pugnou pela extinção do processo.

Para o magistrado, a alegação do banco não se sustenta, já que os pagamentos estavam sendo realizados até pouco tempo. "Não há que se falar em prescrição no presente feito, porque os descontos iniciaram-se em dezembro de 2011, bem como pelo fato de que a pretensão da autora de repetição de indébito e reparação dos danos morais poderia ser exercida em cinco anos, a contar do último desconto", ressaltou o juiz José Cícero Alves.

Matéria referente ao processo nº 0705016-93.2019.8.02.0001
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas

Planos de Saúde devem custear despesas relativas ao acompanhante de gestante internada em hospitais particulares

postado em 5 de nov. de 2019 19:21 por webmaster

A obrigatoriedade dos planos de saúde em arcarem com as despesas relativas aos acompanhantes está prevista na Resolução Normativa nº 338, de 2013, da Agência Nacional de Saúde (ANS). Com esse entendimento, a Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou provimento à apelação do Ministério Público Federal (MPF) contra a sentença que julgou improcedente o pedido de abstenção da cobrança da taxa de acompanhante de gestante, no acolhimento, no trabalho de parto e pós-parto em instituições hospitalares privadas.

O exercício de atividade eminentemente lucrativa, de investimento privado e de livre concorrência é assegurado pelo Estado, e "a presença do acompanhante, embora não se olvide da relevância da regra, gera despesas, não sendo adequado exigir do hospital particular que preste o serviço gratuitamente", destacou a relatora, desembargadora federal Daniele Maranhão.

Segundo a magistrada, a Portaria nº 2.418, de 2 de dezembro de 2005, do Ministério da Saúde, que regulamenta a presença de acompanhante para mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato nos hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), da Lei nº 11.108/2005, expressa a possibilidade de cobrança dessas despesas.

Nos atendimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) é permitido o repasse das despesas com o serviço prestado ao acompanhante da parturiente, o que evidencia a possibilidade de a instituição particular cobrar também pelo serviço. Em casos em que não é possível arcar com as despesas propostas pelo hospital particular, o atendimento pela rede pública de saúde é gratuito e também propicia a presença do acompanhante escolhido, asseverou a desembargadora.

A relatora sustentou que a vedação da cobrança da taxa de acompanhante pela rede privada poderia possibilitar o repasse dos gastos respectivos ao custo do atendimento em geral, situação que não privilegia o princípio da isonomia, que preza pelo tratamento igualitário de pessoas que se encontrem em situação similar e desigualmente aqueles em situações adversas. Ou seja, a discriminação da taxa de acompanhante e respectiva cobrança somente daqueles que efetivamente utilizem o serviço zela pelo tratamento isonômico.

A decisão foi unânime.

Processo nº: 0022841-39.2010.4.01.3600/MT

Data do julgamento: 18/09/2019

Data da publicação: 1º/10/2019

RF
Fonte: Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Por descumprir lei da fila, banco terá que pagar multa de R$ 100 mil em Campina Grande

postado em 15 de jul. de 2019 13:05 por webmaster

Decisão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve sentença que reduziu multa de R$ 400 mil para R$ 100 mil imposta pelo Procon de Campina Grande contra o Banco do Brasil, por descumprimento da Lei da Fila (nº 4.330/2005). A relatoria do Reexame Necessário e Apelação Cível nº 0003025-38.2016.815.0011 foi do desembargador José Aurélio da Cruz.

As duas partes recorreram da sentença proferida pela juíza Ana Carmem Pereira Jordão Vieira, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande. O Banco do Brasil alegou nulidade do processo administrativo de onde surgiu a penalidade, visto a inexistência de descrição pormenorizada dos fatos capazes de demonstrar a violação da lei do consumidor. Afirmou ainda que a multa, mesmo após a redução, demonstra-se desarrazoada. Já o Município de Campina Grande aduziu que a multa aplicada se deu nos legítimos parâmetros da razoabilidade e da proporcionalidade, sendo sua revisão, no âmbito do judiciário, violação do mérito administrativo.

Foram duas multas geradas pelo Procon no valor de R$ 200 mil em cada processo administrativo. A juíza entendeu que os valores das penalidades encontravam-se fora dos padrões permitidos. Ela reduziu de R$ 200 mil para R$ 50 mil por cada multa aplicada, que somando dá um total de R$ 100 mil. Para o relator do recurso, as decisões proferidas pelo Procon foram devidamente fundamentadas, apresentando, de forma expressa, as razões fáticas e jurídicas que levaram à aplicação da multa. "Logo, é plenamente válido o ato jurídico que aplica penalidade nessas circunstâncias", afirmou o desembargador José Aurélio.

Por outro lado, ele observou que a penalidade, da forma como foi originariamente arbitrada, no valor total de R$ 400 mil, foi exacerbada, encontrando-se fora dos parâmetros da proporcionalidade, ainda que aplicada contra uma instituição financeira. "Deste modo, correta a sentença recorrida em reduzir o valor da multa, em sede do julgamento dos embargos à execução", ressaltou.

Sobre o pedido do Banco do Brasil, que buscava uma redução superior aos 50%, o relator considerou inviável, uma vez que se mostra necessário coibir condutas como a praticada pelo banco. "Valores inferiores não se mostram razoáveis com este objetivo de proteção ao consumidor", afirmou.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba

Unimed terá de custear, de forma contínua e por tempo indeterminado, tratamento multidisciplinar a autista

postado em 22 de abr. de 2019 21:27 por webmaster

Os membros da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba deferiram, parcialmente, efeito suspensivo, para determinar que Unimed João Pessoa custeie, de forma contínua e por tempo indeterminado, tratamento multidisciplinar a menor com Transtorno do Espectro Autista -TEA. Com a decisão, foi estabelecido, ainda, que o tratamento é restrito aos profissionais da saúde, através da rede credenciada da cooperativa de trabalho médico, e, caso inexista esta, por meio de reembolso dos valores com base na em sua tabela, comprovadas, nos autos, as despesas ao Juízo de 1º Grau.

O relator do Agravo de Instrumento nº 0804428-37.2019.815.0000 foi o desembargador José Ricardo Porto, e o processo foi apreciado nessa terça-feira (16).

No 1º Grau, a genitora interpôs Ação de Obrigação de Fazer contra a Unimed. O magistrado da 16ª Vara Cível da Capital, Fábio Leandro, deferiu, parcialmente, a tutela de urgência pleiteada. A parte autora narrou que sua filha é portadora de Transtorno do Espectro Autista -TEA, necessitando, com urgência, de tratamento multidisciplinar, a ser prestado por psicólogo, auxiliar terapêutico, fonoaudiólogo (com especialização em ABA), psicopedagogia com especialidade em ABA e psicomotricidade, fisioterapia com especialidade no conceito Bobath e terapeuta ocupacional com integração sensorial e neurorreabilitação ABA.

Nas razões do Agravo, a cooperativa de saúde aduziu possuir rede credenciada apta a realização do tratamento (FONOMAIS), salvo apenas o psicopedagogo com certificado em psicomotricidade e o terapeuta ocupacional com certificado em neurorreabilitação. Todavia, pugnou pela reforma da decisão, com a cassação da liminar ou, subsidiariamente, a aplicação de precedentes desta corte, no sentido da limitação da obrigação aos profissionais da saúde e necessidade de restrição do número de sessões/consultas, com ressarcimento nos limites de sua tabela, nos termos da cobertura mínima prevista no Anexo II da Resolução 387/2015 da ANS. O desembargador Ricardo Porto disse que é fundamental que o plano de saúde custeie ou com sua rede credenciada ou mediante reembolso os profissionais de saúde com formação para aplicar a terapia ABA, já que esta metodologia tem se mostrado a mais eficaz no tratamento de pacientes com o transtorno do espectro autista, não podendo a operadora do plano de saúde limitar a duração e a frequência do tratamento.

"É preciso salientar que o Autismo, até o presente momento científico, não tem cura, e o tratamento deve ser constante para propiciar a evolução contínua do paciente. Assim, as avaliações em ABA devem ser frequentes e servem de bússola para que as intervenções possam ter alta qualidade. Elas não só se tornam linha de base para o início dos programas, mas também fornecem indicativos de progresso (ou a falta deles) das intervenções escolhidas", ressaltou.

O relator afirmou que a Unimed deve passar a ter, comprovadamente, em sua rede credenciada, profissionais de saúde capacitados com o método acima indicado, caso contrário, continuará reembolsando os valores despendidos na via particular.

Por fim, o magistrado enfatizou que tais despesas a restituir ao usuário devem ser efetivamente comprovadas junto ao Juízo de 1º Grau, através das respectivas notas fiscais/recibos, limitado o quantum ao valor de tabela do plano de saúde para um profissional de idêntica/semelhante especialidade.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba

Turma Recursal da Capital reconhece que cartão de crédito com chip pode ser fraudado

postado em 5 de mar. de 2019 10:08 por webmaster

A Primeira Turma Recursal Permanente da Capital reconheceu a possibilidade de clonagem de cartões com chip. O fato se deu no julgamento do Recurso Inominado nº 0841856-69.2016.815.2001, sob a relatoria do juiz José Ferreira Ramos Júnior. O recurso foi interposto pelo Banco do Brasil, questionando sentença proferida nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais proposta por Patrícia Matias da Silva. A autora alega que sofreu vários saques e descontos em sua conta corrente de fora do país, mais precisamente da Alemanha.

Na Justiça de 1º Grau, o Banco do Brasil foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 4 mil a título de danos morais e R$ 11.831,66 por danos materiais. Ao apelar da sentença, alegou que o chip contido nos cartões armazena chaves criptografadas inacessíveis, que não podem ser copiadas em processo de clonagem, logo não há defeito no serviço. Informou, ainda, que as operações foram realizadas na agência situada na rua Treze de Maio em João Pessoa. Rebateu os danos morais e materiais e pleiteou pela improcedência dos pedidos.

Em seu voto, o relator do recurso destacou que, conforme sites especializados na área de tecnologia, como o Ecommercenews, existe a possibilidade de clonagem de cartões com chip. No caso dos autos, ele observou que o extrato da cliente apresenta compras e saques realizados na mesma data (25/07/2016 e 27/07/2016) dentro e fora do país, o que seria impossível. "Assim, não prospera a alegação da instituição bancária no sentido de que as transações foram efetuadas pela autora na agência Treze de Maio em João Pessoa", afirmou o relator, para quem houve falha na segurança do serviço prestado pelo banco.

"Nos termos do artigo 14, § 1º, do Código de Defesa do Consumidor, podemos classificar o serviço prestado como defeituoso. Isso porque não forneceu a segurança que a consumidora dele podia esperar. Desta forma, as consequências não podem ser assumidas integralmente pela recorrida", enfatizou o juiz José Ferreira Ramos Júnior, negando provimento ao recurso e mantendo a sentença em todos os termos.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba

Consumidor que comprou carro zero com defeito é indenizado

postado em 20 de mar. de 2018 17:56 por webmaster

A concessionária demorou quase um ano para trocar o veículo

Um consumidor que comprou um carro zero quilômetro com defeito será indenizado em R$ 10 mil, por danos morais, devido à demora da distribuidora de veículos em resolver o problema. A decisão da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a sentença da Comarca de Belo Horizonte.

O consumidor conta nos autos que, em maio de 2013, comprou um Ford Fiesta 2013/2014 e, no mesmo dia, o carro apresentou problemas elétricos. Apesar de várias tentativas de resolver o problema, a empresa somente substituiu o carro em abril de 2014, quase um ano após a compra.

A JPar Distribuidora de Veículos afirmou que a demora no conserto do veículo se deu pela falta de peças de reposição e que o envio das peças é de responsabilidade exclusiva da montadora Ford.

O juiz Paulo Rogério de Souza Abrantes, no entanto, condenou a vendedora ao pagamento de indenização por danos morais.

As partes recorreram, e o relator do recurso, desembargador José de Carvalho Barbosa confirmou a sentença. Ele entendeu que a concessionária superou muito o prazo legal para resolver o problema. "Como sabido, o Código de Defesa do Consumidor impõe à cadeia de fornecedores obrigação de indenizar por danos causados pelos fatos do produto ou do serviço", afirmou o magistrado.

Os desembargadores Newton Teixeira Carvalho e Alberto Henrique votaram de acordo com o relator.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

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